Paquera

Acabei de ver um vídeo do SPFW (ele acaba, mas eu não acabo com ele! Ô!)  onde a Manu Carvalho saiu pelos corredores da Bienal pedindo dicas de paquera pra mulherada.

Fiquei estarrecida com a quantidade de meninas que responderam “nháááá, eu sou casada. Não faço mais isso“! Sério? É por isso que divorcia!

Gente, o casamento tem que ser um eterno namoro, um eterno cuidar, um sem-número de pequenas surpresas que tira o cotidiano a doisa da rotina! Um bombom colocado com bilhetinho dentro da bolsa pra ela ver quando chegar no trabalho, um post-it com uma declaração de amor na tela do computador pra ele ver quando acordar, um vinhozinho e um pijaminha mais legal no kids night out, uma pegada surpresa sensacional na porta da cozinha.

QUE ISSO, MULHERADA!!! Vamos tratar de encantar os maridos dentro de casa aêó! Caso contrário, eles vão buscar a dosa diária de encantamento na rua e aí… Bau, bau casamento!

Ao vídeo!

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Desafio Dignidade

Eu me lembro perfeitamente da primeira vez que calcei um salto alto.

Eu tinha 11 anos, 1,60m (alta pra época. Áureos tempos. Hoje, com 28, eu continuo com 1,60m), estava usando um vestido curto, modelo trapézio com manguinhas fofas, rosa bebê com bolinhas brancas. O salto em questão era uma sandália de tirinhas, salto quadrado de uns… sei lá… 5cm, 6cm… de verniz branco e gosto duvidável.

Estava atravessando a rua do Quinta Avenida na Savassi com a minha mãe quando uma amiga dela nos encontrou e disse que eu estava lindíssima de salto. Muito elegante. Nasceu ali uma paixão.

Hoje andar de salto pra mim é mais que uma paixão ou um modismo. Faz parte da minha personalidade, do meu estilo, da minha auto-estima. Saber andar nos saltos estratosféricos que ando, sério, não é pra qualquer uma. E, modéstia à parte, faz valer cada centavo que a minha avó pagou pra mim de Socila.

Pois muito bem. Na vida de toda mulher chega aquela hora em que tudo fica pesado demais. A responsa no trabalho, os filhos que crescem, as contas que crescem proporcionalmente, a gestão da casa, do relacionamento com o marido, com a empregada, enfim… E, honestamente, fazer isso tudo e ainda por cima num salto de 15cm é coisa pra cronista de Dia Internacional da Mulher.

Como já disse, sou mega nanica e quando veio a onda das sapatilhas eu torci o nariz completamente. Nem grávida eu deixei o salto de lado! Parecia que tudo me achatava, me deixava mais gordinha, mais cheinha. Eu não tenho cara de MULHER. Ainda tenho cara de menina e pouquíssima atitude para assumir uma vida do alto do meu metro e sessenta.

Maaaaaaas… A necessidade faz o ladrão, né?

Depois que juntei os trapinhos, minha rotina diária inclui descer 3 andares de escada com bolsa, mochila, Thomas e seus zilhões de amigos, e uma criança de aproximadamente 20 e poucos quilos DORMINDO no meu colo. Aí já não é mais questão de elegância, meu povo, é questão de sobrevivência. Minha? Não… Do baby. Eu amo mais meu filho inteiro do que a minha dignidade de salto alto.

Aì ontem fui almoçar no shopping com a minha querida amiga Inara já com uma idéia de comprar uma sapatilha de bico fino na cabeça. Se pudesse ser de verniz, melhor ainda. Só que quase caí pra trás quando vi o preço das sapatilhas de verniz e bico fino de lojas como Arezzo e Schutz. Fiquei mega desanimada. Meu salário de mãe e half home provider não banca mais R$300 shoes… (Menos no meu aniversário, quando fiz uma loucurinha…)

Daí fomos na Via Mia e me apaixonei perdidamente por uma sapatilha. Não sei o que me deu, mas eu imaginei váaááárias peças do meu guarda-roupa em combinações fantásticas com a tal flat. E o melhor! Levei a fofinha pra casa por 84 legai$.

Sapatilha Via Mia | R$84,00

Bem, cheguei em casa e já corri pro meu armário para bolar a produção de hoje pro trabalho.

Fiquei muito a fim de começar com uma coisa básica pra não chocar logo de cara. Escolhi peças que formassem uma combinação mais puxada pro navy, tomando como referência o detalhe azul marinho do laço e acabamento.

As peças escolhidas foram as seguintes:

Camisa listada azul e branca de gola e punhos brancos, calça cenoura branca e brincos de “pérola” dourados (de manhã o frio estava polar e eu joguei um suéter branco também por cima dos ombros. Acho branco chique e eu estava precisando me munir de muita elegância pra compensar a baixa estatura).

E o resultado final foi este:

E aí? O que vocês acharam? Hot or not? (Desconsiderem a foto no banheiro. É que ia ficar muito bizarro tirar foto no meio da empresa.) Tava chique ou parecendo mãe de santo?

Falo pra vocês que nem doeu, viu? Pelo contário: no fim do dia os pés agradecem.