Fim de semana perfeito!

Ok que hoje é quarta e eu estou super atrasada com as notícias do fim de semana… Mas vamos lá.

Acredito que mesmo quem não goste de MMA, UFC, etc. tenha visto, ouvido falar e vibrado com a vitória do Anderson Silva sobre Chael Sonnen. Para quem não soube, este indivíduo (Sonnen) proferiu ofensas absurdas ao Brasil. E como bom brasileiro que Anderson Silva é, acabou com a raça, a moral e a estima desse merda senhor.

E mesmo gripados e derrotados, mortos na farofa, eu e o namorado vimos a todas as lutas da noite de sábado e torcemos, vibramos e chorEI com a vitória do Anderson The Spider Silva no octógono do MGM Grand em Las Vegas.

Como diria a querida Alessadra Duarte…

 

Aí, para amenizar toda a sorte de palavrões que eu proferi nas redes sociais sábado à noite, no domingo fui exercitar meu lado mulherzinha assistindo ao Ballet Scala di Milano com a peça Giselle.

Acho que só entrei no Palácio das Artes uma ou duas vezes e, sinceramente, não lembro pra quê.

Então quando entrei lá de novo, agradeci a Deus pelos anos que ele me deu e a maturidade que me trouxe de poder ver o prédio de Niemeyer com os olhos que ele realmente merece ser visto. O Palácio é lindo!

A história do Palácio:

Fundação Clóvis Salgado, órgão que integra o Sistema Estadual de Cultura de Minas Gerais, ocupa um complexo arquitetônico de 18mil metros quadrados. Suas obras foram iniciadas em 1942, durante o governo de Juscelino Kubitschek na Prefeitura de Belo Horizonte, e finalizadas em 1971, na gestão do governador Israel Pinheiro. Desde a sua idéia original, a execução do projeto sofreu várias interrupções até 1966, quando o governador Israel Pinheiro nomeou uma comissão especial para concluir a obra. O projeto original de Oscar Niemeyer, que idealizara o teatro voltado para o Parque Municipal e ligado à Avenida Afonso Pena por uma passarela de concreto, foi adaptado pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto às necessidades da época. A inauguração se deu em 30 de janeiro de 1970, quando foi aberta a Grande Galeria.

O Palácio das Artes, um dos braços da FCS junto com a Serraria Souza Pinto, Centro de Formação Artística e Centro Técnico de Produção, foi inaugurado em 1971.

Criada pela Lei 5455 de 10 de junho de 1970, a então Fundação Palácio das Artes passou a se chamar Fundação Clóvis Salgado em 1978. Mineiro de Leopoldina, Clóvis Salgado (1906-1978) foi professor, médico, governador de Minas e ministro da Educação e Cultura. Presidiu a Sociedade de Cultura Artística, a Sociedade Coral de Belo Horizonte e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Incentivador incansável das artes no Estado, coube a Clóvis Salgado (foto) mobilizar a opinião pública e levantar os recursos financeiros para a retomada da obra e a conclusão do Palácio das Artes.

A Fundação Clóvis Salgado consolidou-se como um moderno centro de exibição, produção e formação de recursos humanos para o mercado de artes e espetáculos. Na diversidade dos seus espaços, a Fundação dispõe de recursos cênicos e acústicos de elevado padrão técnico para a montagem de óperas, peças teatrais, concertos de orquestra, espetáculos de dança e shows de música popular, além de salas adequadas e confortáveis para exposições, exibição de filmes, lançamento de livros, palestras, congressos e seminários.

 Fonte: FCS

Bem, fui ver Giselle. A companhia que estava se apresentando era a Teatro Alla Scala di Milano, tradicional companhia artística italiana. E pra mim, juntar arte, dança e Itália é a mesma coisa que me colocar no paraíso!

Sobre o balé Giselle:

Giselle é um balé da Era Romântica dançado pela primeira vez em Paris no ano de 1840.

No primeiro ato, a aldeã Giselle se apaixona por Albrecht, um nobre disfarçado de camponês, que já tem uma noiva.

Um dia, os nobres vão ao campo: o rei, a rainha, as princesas e príncipes e a noiva de Albrecht. Giselle dança para a comitiva real quando Albrecht aparece e um aldeão, apaixonado por Giselle, desfaz a farsa.

Quando Giselle descobre a fraude, ela fica inconsolável, enlouquece e morre. A morte de Giselle no primeiro ato foi adaptado por um ataque do coração, pois em sua primeira apresentação, Giselle se suicidava com uma espada. Essa primeira versão causou choque na época, por essa razão foi feita a mudança.

No segundo ato, o amor eterno de Giselle por Albrecht, que vem a noite visitar seu túmulo, o salva de ter seu espírito vital tomado pelas willis espectrais: os fantasmas vampíricos de garotas noivas que morreram antes do dia do seu casamento, e sua rainha. Sempre que um homem se aproxima, elas obrigam-no a dançar até a morte. Giselle dança no lugar de Albrecht e, dessa forma, impede que ele chegue à exaustão, quebrando o encanto das willis.

No final, ela o perdoa.

O poeta romântico Théophile Gautier é o autor do roteiro desse balé.

Giselle saiu do repertório europeu até que foi revivido por Sergei Diaghilev in 1910, uma surpreente mudança de ritmo para o balé russo de vanguarda. O papel de Giselle é um dos mais procurados no balé, já que exige tanto perfeição técnica quanto excelente graça e lirismo. Várias das mais habilidosas dançarinas representaram esse papel incluindo Aurea Hammerli, Ana Botafogo, Cecília Kerche, Carlotta Grisi (para quem Théophile Gautier criou o papel), Anna Pavlova, Tamara Karsavina, Cynthia Gregory, Galina Ulanova, Alicia Markova, Beryl Goldwyn, Antoinette Sibley, Margot Fonteyn e Natalia Markarova, Svetlana Zakharova e Alicia Alonso.

Gente, o espetáculo foi perfeito! Fiquei na platéia superior (platéia ainda tem acento?), um pouco distante do palco, e mesmo assim foi incrível! Deu pra ver direitinho a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais tocando o repertório no fosso do palco e os bailarinos em cima.

Eu tenho uma história de amor com o balé clássico, sabem? Comecei a dançar aos 3 anos de idade e só parei aos 15 com um tumor nos joelhos e uma necrose em um ossinho do pé. (Mas isso não é regra pra quem dança, tá? Eu fui uma exceção!) Não fosse isso, estaria dançando até hoje. Então me emociono, vibro, conheço as músicas e até algumas coreografias.

Foram dois atos de 50 minutos, uma cenografia perfeita, intervalo de pontuais 30 minutos, muita gente elegante, enfim… Um verdadeiro evento!

Vitória de um ídolo brasileiro na TV e um balé italiano emocionante são tudo de bom em um fim de semana só!

Beijo

 

Hoje é dia de porrada!

Meu povo, esse blog é de uma moça muito fina e vocês sabem disso. Mas hoje eu peço licensa para jogar as minhas maiores urucubacas nesse nojento desse Sonnen e desejar uma luta com o peso da mão de Deus para o Anderson Silva!

Nossas crianças brincam na lama pra aprender que lá é o lugar de gente cretina como você, Chael Sonnen, seu desgraçado!