A minha cara: VOGUE

Minhas amigas, meus amigos, as pessoas me leem desde sempre, quem acabou de me conhecer, meus chefes, ex-chefes, o baile todo sabem que eu tenho uma paixão enorme por revistas de moda. Vogue, Elle, Harper´s Bazaar dominam meu coração e meu cotidiano fazendo as minhas manhãs e momentos de ócio muito mais felizes. Até o dia em que viraram fontes inigualáveis de pesquisa sobre comportamento, tendências, beleza, saúde e, claro, moda.

Hoje são absolutamente indispensáveis e todo o apego que eu não tenho com mais nada nesse mundo (na categoria “coisas”), eu tenho com as minhas revistas.

Quando saí da casa da minha mãe para vir morar com o namorado foi um parto transportar quase 200 publicações. Imaginem o peso de todas?! Mas vieram. E hoje fazem parte da decoração da sala de jantar.

Tenho muitas mesmo: Portugal, Austrália, Paris, EUA, UK… Um verdadeiro oásis para quem gosta de história da moda.

Daí que, como eu já disse, a nossa humilde residência está em construção ainda. Já tem cara de casa de família (esse mês a gente termina de pagar as cadeiras da sala de jantar! Nem acredito!), mas ainda faltava alguma coisa que indicasse que ali morava, de fato, uma mulher (algo que não fosse tão somente cadeiras de verdade em vez das de plástico e algumas paredes recém-pintadas).

Em paralelo, eu tinha Vogues com capas tão lindas que estavam me dando dó de deixá-las no meio das outras sem ninguém para vê-las e sem eu mesma poder contemplar todos os dias.

São 3 Vogue America e 1 Vogue Paris, as minhas preferidas, sendo a Paris presente vindo direto da Cidade Luz da minha querida Gabi (jeito de lembrar de você todo dia, amiga!).

Daí resolvi imortalizar minhas revistas e protegê-las do tempo colocando-as em quadros e pendurando na parede do quarto, que ainda estava completamente nua! Ficaram perfeitas e deixaram o quarto com a minha cara.

Eu sei que é meio complicado porque estas revistas eu nunca mais vou abrir. O ensaio da SJP com o Chris Noth celebrando o lançamento de Sex And The City – O Filme, agora, só na internet. Mas tudo bem! Eu sei que as fotos que eu mais amo estão bem guardadinhas para as próximas gerações.

Em compensação essa capa perfeita da Drew Barrymore clicada pela Annie Leibovitz vai ficar para sempre na minha família – ou, pelo menos, enquanto eu viver, né?

E aí, todo dia de manhã, quando eu acordar, vou dar de cara com a maior inspiração que uma mulher pode ter: VOGUE!

Só por que é… HELENA LUNARDELLI, tem que ser bonito?

É com MUITO PESAR que venho fazer a primeira crítica ácida da história do …boCÁdo… .

Vim falar sobre a blogueira do F*Hits e menina muito linda, Helena Lunardelli.

Vi hoje um vídeo dela no portal do F*Hits entrevistando junto com a Nati Vozza, a papisa da maquiagem no Brasil e editora de beleza da Vogue Victoria Ceridono.

Este vídeo foi, na verdade, o segundo dela que vi em sequência hoje e, sinceramente, fiquei estarrecida.

O primeiro foi no portal da Natura Adoro Maquiagem. A habilidade dela em se maquiar foi, realmente, indiscutível. Assim como seu bom gosto. Mas a oratória… Meu Deus…

O blog começou há dois anos atrás [redundância. Ou começou há dois anos e ponto ou começou dois anos atrás] e o blog foi crescendo, crescendo, crescendo e hoje em dia virou uma coisa muito maior [jura? Que falta de argumento…]

Depois veio o depoimento clichê sobre gostar de maquiagem… Sempre adorou desde pequena, roubava as coisas da mãe e todo aquele roteiro de propaganda de margarina.

Veja o vídeo:

 

Em seguida vi o vídeo postado no portal da F*Hits (infelizmente não tem como incorporá-lo aqui, mas segue o link) e logo abaixo o comentário da leitora:

Então… Eu sou da opinião de que se não há nada de bom pra falar, que se cale. Mas vou ter que fazer coro com a leitora do comentário acima. Veja, se há um microfone posicionado perto da boca do interlocutor ou do entrevistado, é para que o som seja amplificado e a pessoa não tenha que gritar! Hoje já é o segundo vídeo da Helena que eu vejo e uma das minhas maiores observações é o volume e o tom da voz dela. Ela fala alto demais e como se estivesse com as amigas. Não transmite um pingo de seriedade e credibilidade nas coisas que fala. Neste vídeo, especificamente, não cuidou nem de usar um bom português. Quer dizer… Peraí! Você está produzindo um conteúdo que será visto por milhares de pessoas que depositam em você a confiança necessária para formar uma opinião, entende? Há que se levar isso a sério. Tudo bem que precisamos traduzir mensagens institucionais para uma linguagem inteligível, amigável, simples, mas daí a tornar tudo coloquial demais, não concordo. Helena passa a pura afetação característica de um seleto grupo de meninas mimadas e não de todo o resto de meninas normais que, muitas vezes, tem a imagem dela como espelho e nenhuma possibilidade de acessar esse mundo tão peculiar. A comparação torna-se nítida quando a entrevista é passada para o comando da Nati Vozza. Com voz e postura calmas, centrada e tão profissional quanto ela pôde ser, conduziu com muito mais credibilidade uma opinião tão relevante quanto é a da Victoria Ceridono – cujo nome, aliás, Helena nem conseguiu pronunciar direito. Abraços.