… e hoje me deu vontade de escrever!

Tenho escrito tanto pros outros, que esqueci de escrever pra mim. E o bloguinho anda tão abandonado, né?

Vamos retomar as escritas pelos diários. Porque diário é bom pra praticar, extravasar, contar fiado… E não é inspirado pela tristeza ou alegria extremas. É só um diário.

No sábado acordei com o Felipe mexendo no armário, se arrumando pra sair:

– Onde você vai?

– Vou malhar, vamos? Dar uma corridinha?

Penso um pouco se fico de preguiça na cama ou se levanto e faço alguma coisa que preste.

– Tá, vou com você.

Levantei, me troquei, tomei um  iogurte com granola e fomos.

Antes de chegar na academia, passamos na padaria e eu comprei um bom sanduíche de pão sírio, requeijão, peito de peru, queijo, alface e tomate, e uma vitamina daquelas de garrafinha. Pra depois. Meu estômago é pequeno e eu me satisfaço com qualquer coisa.

Chegamos na academia, coloquei o iPod no ouvido e esqueci do mundo por uma hora correndo feito um rato de laboratório na esteira. Olhar fixo no espelho à minha frente para me concentrar nos meus joelhos e não correr igual à Phoebe (a chance disso acontecer é imensa!):

“Filiz” da vida de ter aguentado os 60 minutos com dignidade, comi meu lanche e fomos dar umas voltas: uma paradinha na Savassi pra olhar uma outra academia, uma paradinha na casa da sogra pra filar uma boia e uma paradinha no Paradiso pra olhar o lugar do casamento.

Lá é tão lindo! E o esquema para casamentos é muito bom! O atendimento é excelente e a proposta quase irrecusável. Mas é só para mini weddings (meu caso). Ficamos de aguardar o orçamento e, quando estava saindo de lá, me dei conta que foi no Paradiso que a nossa história começou! Foi lá, num almoço de dia dos pais, que tive a seguinte conversa com a minha madrasta:

– Ai, tô de saco cheio desse tanto de homem bosta, que só dá trabalho, não tem compromisso com nada… Quer saber? Tô solteira! Conhece ninguém que presta não?

– Uai, Cá, o Felipinho tá na área. Você sabe que ele gostou de você.

– É? Ah, é! Então liga pra ele aí! Eu pego ele hoje!

Ahahahaha… Foi a última “ficada” da minha vida. Mas isso é história pra outro post.

Saímos de lá muito felizes e fomos pra casa. Sem faxineira, trabalho é o que não faltava. Felipe deu uma bela limpa no seu armário de quinquilharias (tem de tudo um pouco lá dentro) e eu, finalmente, dei fim à gaveta de contas (tinha conta lá da ex-proprietária do apartamento, um nojo e toneladas de energia parada e acumulada). Importante ressaltar que eu eu tenho pânico de acumular o que quer que seja porque “pode precisar um dia”. Odeio isso! Pote de plástico, vidro de maionese, vai tudo pro lixo sem dó. Como li outro dia numa revista, para que a sua vida funcione, sua casa tem que funcionar. Portas devem abrir, assim como gavetas. Equipamentos eletrônicos tem que funcionar, o que está vazio deve ser jogado fora, enfim… Dei a limpa! E já senti outros ventos entrando.

Depois de praticamente comer poeira por duas ou três horas, recuperamos a dignidade com um banho, um pouquinho de descanso e fomos para a casa de um amigo jogar jogos de tabuleiro (uma das diversões preferidas).

A jogatina rendeu até 02:15 da manhã. Imaginem o estado de podridão que a gente não estava.

Acordamos no domingo mais cedo do que eu imaginava. Quando olhei no relógio eram “só” 11:00.

Nosso apartamento é antigo, logo, os cômodos são grandes. E eu tenho a ideia de transformar o quartinho de empregada (que hoje é um quartinho de bagunça, acumulador de poeira) num confortável home office para 3. O projeto já está prontinho na minha cabeça. Só preciso dar uma outra limpa, reorganizar o que está lá (dispensa e produtos de limpeza, por exemplo, serão alocados em outros lugares), dar uma demão de tinta e voilá! Terei meu escritório com 3 estações de trabalho para os 3 computadores e os 3 habitantes da casa.

Eu achei que fosse encontrar mais resistência, mas Felipe topou a ideia na hora e lá fomos nós, de novo, na operação limpeza. Mais potes vazios jogados fora, uma prateleira para ser transformada em 2 para ser colocada no banheirinho de empregada (e abrigar os produtos de limpeza) e por aí fomos.

Depois dessa organização prévia, botamos a prateleira no carro e fomos pra casa da avó do Felipe cortar a madeira e comer alguma coisa (o supermercado ficou pra ontem. O plano era ser feito no domingo, mas não rolou). Depois do almoço, voltamos pra casa e começamos a serragem, a furação dos buracos de fixação tanto das novas prateleiras quanto do microondas, que mudou de lugar e ganhou um suporte próprio na cozinha. (A casa está ficando com cara de casa de família!)

A fixação da prateleira ficou para o próximo fim de semana porque precisamos de uma furadeira mais potente do que a que temos. Mas o microondas já está de casa nova e me sobrou um mundo de pó para varrer.

Já estávamos mesmo precisando dar uma geral na casa e começamos pela cozinha e área de serviço. Fiquei puta da minha vida e me senti completamente enganada quando, ao arrastar mesinha, geladeira, fogão, máquina de lavar roupa, vi crostas e crostas de sujeira, pó, restos de alimentos e outras porcarias. Tínhamos faxineira uma vez por semana em casa e não era barata. Agora eu entendo porque ela chegava às 09:00 e saía às 15:00. Tudo ficava pela metade.

Bom, incorporei a Amélia, fiz uma boa solução de água sanitária com água e, munida de rodo, pano, bucha, detergente e noivo, começamos a limpeza. Sério que foram umas duas horas pra limpar uma pequena área. Tinha coisas agarradas nos azulejos! Molduras de quadros quebrados atrás do lixo há mais de três meses. Coisas que, sério, não dá pra entender. Entendi também porque os produtos que deixam cheirinho na casa (desinfetante) acabavam tão rápido. O cheirinho de limpeza era ótimo, mas mascarava toda a sujeira que ficava pra trás.

Olha só, tem um ano e meio que Felipe e eu moramos juntos e já tivemos umas 3 faxineiras. Eu nunca fui daquelas patroas chatas que ficam passando a mão nos cantos pra ver se ficou poeira. Mas aí já abusar demais da minha boa vontade, né?

Enfim, desabafo feito, só entra faxineira lá em casa de novo sob minha supervisão. E, sim, serei chata. Afinal R$100 a diária eu não colho do pé.

O resultado ficou o melhor de todos. Parece que a cozinha e a área ficaram até mais iluminadas. Sem cheirinho bom. A limpeza por si só já é o suficiente para mudar os ares.

Tomamos outros banho de dignidade e fomos pra casa da minha sogra, levar o Ian pra encontrar o primo. Ficamos lá só um pouquinho pra eles brincarem e voltamos pra casa. Agora pra escovar os dentes e dormir. Afinal, na segunda-feira a vida começa de novo.

Lie to me

Ontem eu descobri uma mentira sua. Uma omissão, na verdade. E eu tenho pânico de mentiras, você sabe. Mas foi a declaração de amor mais linda que você podia ter me dado. Ontem você me mostrou quanto você se importa, quanto você me protege, como você me quer bem. E ontem eu reafirmei minha certeza de querer passar o resto da vida do seu lado.

Quão contraditório pode ser uma mentira ser dada como declaração de amor? Muito. Mas tudo na nossa vida é. Poucas coisas seguiram o curso normal desde que nos conhecemos.

Seria muito, muito difícil. Muito, muito doído pra mim ver a Amy doente, pensar em perde-la do mesmo jeito que perdemos a Pinky. E você sabe que eu odiaria o Sheldon pra sempre (ok, não pra sempre, mas eu não ia gostar dele como eu gosto dela). E você sabe que eu ia chorar, que eu ia ficar triste, que eu ia ter que dar outro tchau pra um bichinho que eu amo tanto. E me poupou. Você tentou cuidar dela escondido, às duas da manhã, pra que ela ficasse boa e eu jamais imaginasse que era ela que tinha saído machucada na briga dos dois.

Ok que se ela morresse eu ia ficar sabendo cedo ou tarde que era ela quem tinha ido. Os dois tem um comportamento muito diferente. Como eu fiquei sabendo na hora que cheguei mais perto das gaiolas que, na verdade, não era o Sheldon que tava na gaiola azul, machucado. Era ela.

Mas eu entendi sua intenção. E foi linda. E eu saquei que mesmo de um jeito meio tosco você me ama e não quer me ver sofrer por nada. Que você me protege de sofrer por um hamster e vai me proteger de sofrer por qualquer outra coisa. E eu te amo profundamente por isso e pelo resto todo que você é.

Isso podia, perfeitamente, ser um cartão de dia dos namorados. Mas não é só nas datas especiais que a gente mostra que a gente reconhece e que ama. É em todos os outros dias. E eu te amo hoje. E te amei ontem e vou te amar todos os outros dias que vierem.

(Em casa nós não temos cachorro. Há alguns meses me apaixonei perdidamente por uma ninhada de hamsters que estava na vitrine do pet shop perto da academia. Compramos dois, que depois descobrimos serem duas. Uma adoeceu e morreu. E quase que eu fui junto. Minha angústia com a ratinha doente está documentada no Instagram. Tentei dar comida, água na boca, esquentar, esfriar, levar comigo pro trabalho, deixar no colo, dar remédio e ela não resistiu. Pinky foi “pra o céu” como diz o Ian e eu chorei como se um cachorro, companheiro de 15 anos, tivesse morrido. Quem tem e gosta de bicho sabe como é perder um amiguinho. Semana passada tomei coragem e fomos comprar outro ratinho no Mercado Central. Comprei uma gaiola gigante e fiz questão de escolher um macho para que pudéssemos ter um tanto de bolinhas rodando pela casa. 

Pinky dodói...

Pinky dodói…

A adaptação não foi nada amigável e Amy e Sheldon brigaram muito nos primeiros dias. Tanto que Amy machucou o olho e ficou igualzinha à Pinky, a ratinha que morreu. Separamos as gaiolas e Felipe me disse que quem tinha se machucado era o Sheldon, o novato. Assim eu não sentiria tanto. 

Acho que Amy entendeu bem como é querida e está bem forte, recuperando o olhinho sem pomadas. Estamos tomando alguns cuidados, mas ela está indo bem. 

Sheldon quase recebeu uns cascudos por ser folgado. Mal chegou e já foi logo dando porrada pra conquistar território. Mas é um rato que conquistou a gente pelas acrobacias que executa na gaiolona e sempre arranca umas risadas.

Sheldon no dia em que chegou em casa...

Sheldon no dia em que chegou em casa…

Provável que os dois fiquem só no revezamento de gaiolas, já que não são exatamente amigos. 

Felipe já era muito amado, mas desbloqueou o nível “eu me importo” do meu coração mentindo pra mim. Pra eu não sofrer. E isso conta todos os pontos do mundo. Agora eu entendo o que Cazuza queria dizer com “mentiras sinceras me interessam.”)

A urgência de ser feliz

Eu presto muita atenção em tudo o que é publicado no Facebook. Em todas as asneiras que meus amigos colocam, nas ações inovadoras das empresas, campanhas publicitárias geniais… E nas coisas boas também.

Aí uma das Gabis compartilhou um post do Agora Sim! falando do Rogério Fernandes, de sua trajetória, do momento life changing dele e deixou no ar a pergunta: “Não sei se é uma tendência geral de comportamento, ou se são apenas as pessoas à minha volta…
Mas fato é que, diariamente, leio ou escuto relatos de pessoas que estão criando coragem e rompendo com uma vida segura mas escura, para ir em busca dos seus sonhos!

O tempo está passando cada vez mais rápido pra todo mundo. As redes sociais fazem tudo acontecer agora e precisamos do amanhã pra ontem.

Mães tem enterrado seus filhos cada vez mais e por motivos torpes, pessoas tem sido alvo de balas perdidas, infartos provocados pelo excesso de stress e a falta de sono… então há uma certa urgência em ser feliz, em chegar ao final tão esperado. O casamento, a família, a estabilidade, a realização. Porque estamos nos dando conta de que tudo passa. E passa rápido.

Foi ontem que vi o filho de uma grande parceira da minha mãe nascer. Ela é quase uma irmã mais velha pra mim. Mas o garotinho nasceu com anemia falciforme, uma doença incurável (embora tratável) e tem uma vida regrada e sensível, permeada por muita dor e sofrimento. Hoje recebi a notícia de que ele, com 11, 12 anos, está em coma. Não sei se é induzido ou se ele entrou em coma mesmo, mas hoje estava imaginando como seria perder meu filho por qualquer motivo. Perder meu marido. Perder pra morte. E chorei só de imaginar. Mãe não foi feita para enterrar filho. Não foi.

E aí, vendo os pequenos crescerem a todo vapor e enfrentarem suas lutas cada vez mais cedo a gente sente a necessidade de chegar ao final feliz mais rápido. Porque o tempo anda curto demais pra gente ser acomodado, pra gente ser infeliz, pra gente ser covarde diante do que a gente quer, dos nossos sonhos, das nossas aspirações. Tem muita gente que anda no slow motion da própria vida. Eu não consigo.

Também tive meu turning point no ano passado. Mudei de carreira drasticamente. Graças a Deus tive minha mãe, minhas tias e meu marido para me apoiarem. Financeiramente, inclusive, porque foi meio que uma loucura. Eu não planejei nada. Eu só fui! E depois de ter ido eu estava tão aberta, tão liberta de tudo o que eu havia erroneamente idealizado pra mim, uma das coisas mais legais que eu ouvi foi “putz, admiro sua coragem. Você tem garra e foi corajosa. Parabéns.”

Para fazer uníssono com essa declaração e com a entrevista do Rogério, ele soltou essa: “E, pra mim, uma pessoa sem coragem é uma das coisas mais tristes do mundo. Sempre tem uma desculpa para não fazer. Mas se está na sua alma, você vai fazer.

Eu também não consigo compreender pessoas sem coragem, sem o ímpeto mínimo de se arriscar, de se jogar, de se doar, de se comprometer consigo mesma a embarcar numa missão de auto-realização. Porque é muito mais fácil culpar o chefe, as condições de trabalho, a empresa de cultura engessada.

Cara, não é sua praia?! Vaza! Juro que as contas esperam, podem ser renegociadas, entrar na fila de credores a serem pagos aos poucos. Pode não ser 100% responsável num primeiro momento, mas é um divisor de águas.

Hoje você vai dormir. Amanhã não sabe se vai acordar. E aí? Vai pro céu se lamentar com São Pedro?!

Então, Gabi, acho que o movimento das pessoas procurarem algo que realmente as faça felizes e realizadas tem sido posto mais em destaque porque o tempo de ser feliz é o tempo de agora. Não nos sobra muito lá na frente. Antigamente, nos anos 50, 60, dos nossos avós e pais, era beleza ficar 30 anos infeliz numa empresa. Hoje pra nós, com todas as ferramentas disponíveis, é possível trazer a felicidade de mãos dadas com a realização para perto, incorporando, sendo o agente executor disso tudo.

Há quem faça com menos planejamento, há quem meça os passos e vai mais conservadoramente. Não importa. O que importa é ser feliz e espalhar essa felicidade no meio em que você está inserido.

Afinal, como dizem os Facebooks, gente feliz não enche o saco!

Agora que eu chorei…

Agora, depois de uma semana, eu consegui chorar. Peguei a desculpa de um filminho que publicaram no Facebook, fui pro banheiro e me acabei. Borrei o rímel, desfiz a maquiagem, amarrei o cabelo, sentei na privada, com a porta trancada, encostei minha cabeça na parede e chorei tudo o que dava pra chorar em 5 minutos no banheiro da empresa.

Chorei porque não sabia que as pessoas podiam ser tão ruins, tão manipuladoras. Que pudessem jogar TANTO com a felicidade dos outros. E, pior, jogar TANTO com a vida de quem elas, supostamente, gostam. Como se fossem marionetes. E eu não esperava isso TÃO perto de mim. Alguém a quem eu confiei segredos. E que, provavelmente, fez o diabo com eles. Provavelmente não. Fez. E iria continuar fazendo se eu não tivesse aberto meus olhos.

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Chorei porque ao abrir meus olhos diante de uma realidade tão vil, eu vi que posso ser ruim também. Que posso jogar debaixo dos panos, se eu quiser. E que isso, provavelmente, vai acontecer. Porque tem certas pessoas que você, infelizmente, não tira da sua vida. Então há que se aprender a lidar com elas. E se é baixo que tem que ser, baixo será. Claro que haverá uma aura de perfeição em cima… Não me iludo e se eu pudesse dar um conselho a essa pessoa, diria a ela que não se iludisse também. Ela conseguiu despertar o que há de pior em mim. E o meu dia mais feliz vai ser o dia mais triste dessa pessoa. Não porque eu hei de vencer sobre ela. Mas porque eu hei de alcançar todos os objetivos que eu tiver na vida. A desgraça dela vai ser consequência.

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Chorei porque a vida passa. As pessoas passam. E para algumas pessoas eu não esperava passar. Mas passei. Eu queria continuar fazendo parte, mas não faço. Eu queria ainda estar nas fotos de hoje, de amanhã, mas não estou e não estarei. O jargão de “não tratar com prioridade quem te trata como exceção” é verdadeiro. Há que se guardar energias para compartilhar com quem nos quer. Com quem abraça as nossas vitórias e consegue segurar as nossas lágrimas.

Parei para observar o fluxo da vida e percebi que algumas pessoas, por mais distantes fisicamente que estejam, não passam. E jamais passarão. Porque, por coincidência ou obra de Deus, do destino, do que seja, elas foram para o mesmo caminho que você. E vocês continuarão juntas.

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Também existem aquelas pessoas que se foram, que você pensou que nunca mais voltariam, ou [pausa para ir ao banheiro. Quando voltei, tinha festa pra mim! Mesmo sendo amanhã, esse povo LINDO da Sodet não deixou passar em branco. Então, sério, conclusão: quem se foi porque quis ir, FODA-SE! e obrigada! Deu lugar pra mais gente legal chegar (por ordem de “sentagem” Ana, Luisa, Marcus, Lenise, Carol, Díja, Bruno, Luiz, João, Carlão, Ariela, Paulinha, Grazi e Teco) mais gente legal voltar (Chel e Duda) e a minha vida mudar de ponta-cabeça! É o aniversário mais feliz que eu vou ter!]

Brigada pelo carinho, galera!!!

Brigada pelo carinho, galera!!!

O verdadeiro sentido…

Vi essa imagem no Facebook e resolvi que já era hora de escrever sobre isso:

559931_429840607098916_2083425741_nLi O Pequeno Príncipe já bem velha e me debulhei em lágrimas dentro de um ônibus quando li o final.

E uma das principais frases, um dos principais aprendizados que o livro traz é: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Mas o que significa isso? Ser responsável por quem você cativou te torna cativo daquela responsabilidade? Complexo o jogo de palavras? Eis a minha versão para a interpretação desta frase.

Você está namorando, ficando, é casado com alguém e aquela pessoa te ama muito. Você fez uma promessa (de boca, no altar, diante do juiz, numa noite especial) de ficar com aquela pessoa não importa o que aconteça. Ela deposita em você todas as fichas, te confia o coração, mas de repente alguma coisa muda e você não sente mais aquela vontade de estar ao lado, de compartilhar a vida. Você é obrigado a ficar ali, nutrindo aquela relação porque é responsável pelo que cativou?

Definitivamente não.

Ser responsável por aquilo que cativas é tratar o sentimento que a outra pessoa nutriu por você com respeito e lealdade. É honrar a outra pessoa com a verdade e a sinceridade. Inclusive para dizer que o seu sentimento acabou, diminuiu, que você mudou. É ser honesto consigo mesmo e abrir mão da pessoa ainda que isso te custe vê-la(o) nos braços de outra pessoa, sendo feliz sem você.

Cativar não é ser cativo, estar para sempre preso a uma promessa.

Se você trai a confiança, o amor de outra pessoa só pela promessa, você está sendo irresponsável com o que cativou. Está sendo falso e nutrindo mentiras. Para ser assim, sério, melhor não ser…

Ser responsável pelo que cativa é fazer a mesma escolha todos os dias. Com o coração. Ainda que haja pedras no caminho, é ter a certeza de poder passar por elas de mãos dadas.

Se você não puder se honrar o amor da outra pessoa, apenas diga. Seja sincero e vire essa página. Deixando que a pessoa também vire a página que foi escrita por você.