Só porque é CÉLINE tem que ser bonito?

Ah, as semanas de moda… Muitas tendências, lançamentos, looks fenomenais, Annas (Dello Russo e Wintour)… E… ESQUISITICES!

Sim, minha gente, porque as semanas de moda do hemisfério norte, sejam haute-couture ou pret-a-porter, sempre dão um jeitinho de jogar algum conceito BEM CONCEITO na passarela. De modo que cabe a nós interpretar na melhor maneira possível a mensagem que os estilistas estão tentando passar e adequá-la ao nosso cotidiano.

Mas eu juro que preciso de uma tecla SAP para interpretar o que Phoebe Philo (ex-Chloé) quis dizer ao colocar na passarela este sapato:

Foto by Fashionismo

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Sapatos que não entendemos

Antes, um pouquinho de história para vocês entenderem quanto tempo e quanto trabalho deu para que os calçados chegassem ao ponto de sonho de consumo das mulheres:

Muitos atribuem aos egípcios a arte de curtir couro e fabricar sapatos, porém, existem evidências de que os sapatos foram inventados muito antes, no final do Período Paleolítico. Existem evidências que a história do sapato começa a partir de 10 mil a.C., ou seja, no final do Paleolítico, pois pinturas desta época, em cavernas na Espanha e no sul da França, fazem referência ao calçado. Entre os utensílios de pedra dos homens das caverna existem vários que serviam para raspar as peles, o que indica que a arte de curtir é muito antiga. Nos hipogeus egípcios, que eram câmaras subterrâneas usadas para enterros, e que têm idade entre seis e sete mil anos, foram descobertas pinturas que representavam os diversos estados do preparo do couro e dos calçados. No Antigo Egito, as sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira e era comum as pessoas andarem descalças, carregando as sandálias e usando-as apenas quando necessário. Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um faraó como Tutancamon usava sandálias e sapatos de couro simples, apesar dos enfeites de ouro. Na Mesopotâmia eram comuns os sapatos de couro cru, amarrados aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos eram símbolos de alta posição social. Na Grécia Antiga, os gregos chegaram a lançar moda, como a de modelos diferentes para os pés direito e esquerdo. Na Roma Antiga, o calçado indicava a classe social. Os cônsules usavam sapato branco, os senadores sapatos marrons presos por quatro fitas pretas de couro atadas a dois nós, e o calçado tradicional das legiões era a bota de cano curto que descobria os dedos. Na Idade Média, tanto homens como mulheres usavam sapatos de couro abertos que tinham uma forma semelhante ao das sapatilhas. Os homens também usavam botas altas e baixas, atadas à frente e ao lado. O material mais corrente era a pele de vaca, mas as botas de qualidade superior eram feitas de pele de cabra. A padronização da numeração [Hein? Que padronização?] é de origem inglesa. O rei Eduardo I foi quem uniformizou as medidas. A primeira referência conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642, quando Thomas Pendleton forneceu quatro mil pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos. Em meados do século XIX começaram a surgir as máquinas para auxiliar na confecção dos calçados mas, só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível. A partir da quarta década do século XX, grandes mudanças começam a acontecer na Indústria calçadista, como a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos, principalmente nos calçados femininos e infantis. Atualmente algumas marcas de sapato se constituem enquanto símbolos de status social, assim, os sapatos deixam de ser apenas uma proteção para os pés.

Primeiro: tem sapatos que constituem verdadeiras torturas para os pés. Mas não importa. Nós os amamos mesmo assim.

Segundo: o sujeito das cavernas sairia com o porrete na mão pronto para abater quem transformou a criação dele nisso:

E tem gente que paga…

Fonte: Wikipédia

Só por que é… HELENA LUNARDELLI, tem que ser bonito?

É com MUITO PESAR que venho fazer a primeira crítica ácida da história do …boCÁdo… .

Vim falar sobre a blogueira do F*Hits e menina muito linda, Helena Lunardelli.

Vi hoje um vídeo dela no portal do F*Hits entrevistando junto com a Nati Vozza, a papisa da maquiagem no Brasil e editora de beleza da Vogue Victoria Ceridono.

Este vídeo foi, na verdade, o segundo dela que vi em sequência hoje e, sinceramente, fiquei estarrecida.

O primeiro foi no portal da Natura Adoro Maquiagem. A habilidade dela em se maquiar foi, realmente, indiscutível. Assim como seu bom gosto. Mas a oratória… Meu Deus…

O blog começou há dois anos atrás [redundância. Ou começou há dois anos e ponto ou começou dois anos atrás] e o blog foi crescendo, crescendo, crescendo e hoje em dia virou uma coisa muito maior [jura? Que falta de argumento…]

Depois veio o depoimento clichê sobre gostar de maquiagem… Sempre adorou desde pequena, roubava as coisas da mãe e todo aquele roteiro de propaganda de margarina.

Veja o vídeo:

 

Em seguida vi o vídeo postado no portal da F*Hits (infelizmente não tem como incorporá-lo aqui, mas segue o link) e logo abaixo o comentário da leitora:

Então… Eu sou da opinião de que se não há nada de bom pra falar, que se cale. Mas vou ter que fazer coro com a leitora do comentário acima. Veja, se há um microfone posicionado perto da boca do interlocutor ou do entrevistado, é para que o som seja amplificado e a pessoa não tenha que gritar! Hoje já é o segundo vídeo da Helena que eu vejo e uma das minhas maiores observações é o volume e o tom da voz dela. Ela fala alto demais e como se estivesse com as amigas. Não transmite um pingo de seriedade e credibilidade nas coisas que fala. Neste vídeo, especificamente, não cuidou nem de usar um bom português. Quer dizer… Peraí! Você está produzindo um conteúdo que será visto por milhares de pessoas que depositam em você a confiança necessária para formar uma opinião, entende? Há que se levar isso a sério. Tudo bem que precisamos traduzir mensagens institucionais para uma linguagem inteligível, amigável, simples, mas daí a tornar tudo coloquial demais, não concordo. Helena passa a pura afetação característica de um seleto grupo de meninas mimadas e não de todo o resto de meninas normais que, muitas vezes, tem a imagem dela como espelho e nenhuma possibilidade de acessar esse mundo tão peculiar. A comparação torna-se nítida quando a entrevista é passada para o comando da Nati Vozza. Com voz e postura calmas, centrada e tão profissional quanto ela pôde ser, conduziu com muito mais credibilidade uma opinião tão relevante quanto é a da Victoria Ceridono – cujo nome, aliás, Helena nem conseguiu pronunciar direito. Abraços.

Só porque é… PRADA tem que ser bonito?

Não, não tem!

Tenho visto pelas minhas andanças virtuais zilhões de fashionistas perdendo o sono por conta desta sandália Prada:

 

Sinceramente? Pra mim é muita afetação!

Não sei se é porque eu vivo o dia inteiro dentro da empresa, o ambiente é mais formal e eu jamais me imaginaria entrando numa reunião com meu diretor com uma respeitável calça preta e um par destes nos pés. mas nem numa tarde de sábado com calça boyfriend e camiseta branca, eu não me arriscaria…

As chamas atrás e a cara de sapato de plástico me incomodam profundamente e não há etiqueta PRADA que conforte esse incômodo e a fatura do cartão.

Pra um desfile, ok. Lindo… Na vida real… Não, obrigada.