Grávida… e sem benefícios

Quinta-feira! Graças!!! E hoje eu entro na 19a. semana! Faltam 21 pra minha princesa chegar! Não vou nem dizer que estou começando a ficar ansiosa porque eu sou a ansiedade.

O que é ansiedade

Ontem o dia foi absurdamente corrido e tenso. E eu tenho ficado muito cansada, embora não menos enérgica. Depois que as infecções e dores de cabeça lancinantes foram embora, tenho tido muito mais disposição para ficar “na função”, mas confesso que o preço tem sido belas dores nas costas.

07:30: pulei da cama. Hora de despachar a criança pra escola. Ian fica no colégio em horário integral. É legal porque ele fica entretido o dia todo, tem mil atividades, faz judô, educação física, aula de música e tudo o mais. Mas sinto que ele já está ficando cansado de passar o dia na escola e eu cansada de terceirizar a educação dele o dia inteiro. Queria que ele fizesse menos atividades, mas que fossem mais específicas. Enfim, cada um se ajeita como pode e eu preciso trabalhar em tempo integral (sou empregada, 40 horas semanais e escritório longe de casa). Minha mãe também trabalha o dia todo, enfim. Prefiro mandar pra escola do que ficar tensa com babá. Foi a melhor solução que eu podia ter arrumado no momento.

Eu tenho uma hora pra tirar o Ian da cama, despachá-lo pra escola e estar pronta pra sair de casa para ir trabalhar. Se tudo não estiver perfeitamente orquestrado, a primeira hora da manhã já vira um desastre!

Então o que dá pra deixar na mochila pronto pro dia seguinte, eu já deixo: o uniforme da tarde, a agenda lida, o para casa feito. Durmo já de banho tomado pra não perder tempo de manhã (ele também) e deixo minha roupa mini separada pra não divagar no armário.

Faço o café pra ele, troco a roupa e arrumo o lanche. Quando ele está prontinho, eu troco de roupa voando, tomo café, escovo os dentes e saio pra trabalhar. Se não tiver dado tempo de tomar café, pego o que tiver na geladeira. E se a geladeira estiver dando eco, dou um jeito no escritório.

08:30: Off to work. Pego meu carona (sim! Eu dou carona! Sou gentil no trânsito!) e vamos pro trabalho há 6,5km da minha casa. Vou de carro, então não ganho nenhum tempo no trânsito. Só rezo pra não engarrafar pra eu conseguir chegar no escritório na hora certa e não ter que ficar depois do horário.

09:00: Chego no escritório. Se não tiver tomado café em casa, é hora de pegar pão como tio da bike que passa na rua buzinando com sua cestinha cheia. Tomo o único copo de café do dia e encho a primeira de trocentas garrafinhas de água que vou tomar. Vou comendo na mesa mesmo enquanto revejo as redes sociais de todos os clientes, respondo comentários, submeto interações aos gerentes, checo os mais de 40 feeds que assino, atualizo/planejo/crio/programo os conteúdos das próximas semanas e dou uma olhada nas estatísticas. Esse ciclo se repete ao longo de todo o dia e não acontece, necessariamente, nesta ordem.

12:00: Provavelmente estou com o estômago colado nas costas de fome. No escritório, quem não leva comida, almoça num restaurante aqui perto, mas que não dá pra ir à pé. Então quem vem de carro, reveza a carona pro almoço. Ando de parabéns na hora do almoço. Como salada, arroz, feijão e alguma carne de frango.

13:00: Já de volta ao escritório. É a pior parte do dia porque as tardes são muito longas pra mim e eu, geralmente, já resolvi grande parte do que eu precisava pela manhã. Aproveito o momento mais ocioso para fazer alguma parte do meu trabalho de freela e ler um livro voltado pra carreira. Mas confesso que meu pensamento está lá na minha casa, onde eu seria muito mais produtiva já adiantando o jantar do Ian, lavando ou passando as roupas que se acumulam dia a dia. (Não, eu não tenho empregada.)

14:30: Já tô com fome de novo. Se tiver fruta, vou de fruta (tem um monte de ambulante vendendo goiaba, morango, banana nos semáforos a caminho do escritório). Se não tiver, outro pão – mas sem café.

17:00: Agora minhas costas ardem de dor. Minha estação de trabalho não é das mais ergonômicas. A começar porque eu uso notebook. Dou uma volta, levanto, faço algum alongamento e como alguma coisa de novo. Contagem regressiva para as 18:00.

17:50: Saio dez minutos antes por causa do trânsito. Ian chega em casa, no máximo, às 18:30 e eu preciso estar lá para recebê-lo.

18:20: Com sorte, chego em casa a essa hora. Me jogo na cama nem que seja por 15 minutos. Costas ardendo e cabeça à mil.

18:40: É o horário que o Ian chega da aula. Ontem ele nem chegou a subir, já peguei ele e fui direto pra academia. Com marido personal trainer, malhar não é uma escolha é uma questão de manter o casamento. Mas confesso que me sinto melhor depois da aula, mesmo estando juntando cacos a essa hora.

19:00: Faço dez minutos de esteira só pro sangue circular e eu me aquecer, depois vou pra musculação. Nada muito pesado, só o suficiente pra eu não chegar no fim da gravidez torta.

20:30: Voltamos os 3 pra casa e começa a confusão. Coloco o Ian no chuveiro de molho e vou pro fogão fazer a janta dele. Se der, aproveito pra fazer pra mim também, se não, ele come primeiro, escova os dentes, eu faço dormir e só depois vou fazer minhas coisas. Ontem foi um dia que deu pra eu comer alguma coisa junto com ele.

21:00: Ian jantado e na cama, vendo TV antes de dormir. Lavo a louça do jantar, SECO  a louça do jantar e GUARDO a louça do jantar. Ok, confesso que não é todos os dias que faço isso, mas lavar a louca e usar o escorredor de pratos como armário é uma coisa que me deixa fora do sério. Tipo não tá arrumado, mas também não deixa de estar. Argh!

Vou pro tanque lavar o uniforme. Incrível como o ano vai passando e as peças do uniforme vão evaporando! Juro que ele começou o ano com duas bermudas, cinco camisas do regular, duas do integral e uma calça. Hoje ele está com duas blusas do regular, uma do integral, uma bermuda e uma blusa de frio. Se alguém souber onde fica o buraco negro dos uniformes, por favor, me avisa. Rezo pra estar tudo sequinho na manhã seguinte. Caso contrário, vou ter que secar no ferro.

22:00: Me jogo no sofá pra dar uma sapeada nas redes sociais. Depois, completamente desfeita, me jogo no chuveiro mais quente que tiver. Enquanto a água esquenta, lembro que a última vez que lavei o cabelo foi no sábado passado. Quase não acredito, mas vou ter que molhar a cabeça e secar com secador depois. Sério? Sério…

Entro no chuveiro, lavo o cabelo. Duas vezes xampu, uma vez condicionador – que é uma bosta, mas do qual não consigo me desfazer. Corpo, enxágua, fecha a água, toalha. Merda! Esqueci de lavar o rosto com o sabonete específico pra colônia de espinhas que se instalou na minha cara. E esqueci de passar hidratante no corpo também (daqueles que passa no chuveiro mesmo). Foda-se. Vai só a loção adstringente mesmo. Escova os dentes, desenrola o cabelo da toalha e seca no secador da forma mais tosca possível (o suficiente pra não encharcar a fronha).

TRESemmé 400ml. Não acaba NUNCA!

22:30: Cama. Não sei meu nome, não sei como eu fiquei de pé até essa hora. Não sei o que está passando na televisão, não sei como minhas costas aguentaram tanto tempo. Lembro que hoje ainda era quinta-feira. Ah, melhor dormir…

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2 respostas em “Grávida… e sem benefícios

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