A urgência de ser feliz

Eu presto muita atenção em tudo o que é publicado no Facebook. Em todas as asneiras que meus amigos colocam, nas ações inovadoras das empresas, campanhas publicitárias geniais… E nas coisas boas também.

Aí uma das Gabis compartilhou um post do Agora Sim! falando do Rogério Fernandes, de sua trajetória, do momento life changing dele e deixou no ar a pergunta: “Não sei se é uma tendência geral de comportamento, ou se são apenas as pessoas à minha volta…
Mas fato é que, diariamente, leio ou escuto relatos de pessoas que estão criando coragem e rompendo com uma vida segura mas escura, para ir em busca dos seus sonhos!

O tempo está passando cada vez mais rápido pra todo mundo. As redes sociais fazem tudo acontecer agora e precisamos do amanhã pra ontem.

Mães tem enterrado seus filhos cada vez mais e por motivos torpes, pessoas tem sido alvo de balas perdidas, infartos provocados pelo excesso de stress e a falta de sono… então há uma certa urgência em ser feliz, em chegar ao final tão esperado. O casamento, a família, a estabilidade, a realização. Porque estamos nos dando conta de que tudo passa. E passa rápido.

Foi ontem que vi o filho de uma grande parceira da minha mãe nascer. Ela é quase uma irmã mais velha pra mim. Mas o garotinho nasceu com anemia falciforme, uma doença incurável (embora tratável) e tem uma vida regrada e sensível, permeada por muita dor e sofrimento. Hoje recebi a notícia de que ele, com 11, 12 anos, está em coma. Não sei se é induzido ou se ele entrou em coma mesmo, mas hoje estava imaginando como seria perder meu filho por qualquer motivo. Perder meu marido. Perder pra morte. E chorei só de imaginar. Mãe não foi feita para enterrar filho. Não foi.

E aí, vendo os pequenos crescerem a todo vapor e enfrentarem suas lutas cada vez mais cedo a gente sente a necessidade de chegar ao final feliz mais rápido. Porque o tempo anda curto demais pra gente ser acomodado, pra gente ser infeliz, pra gente ser covarde diante do que a gente quer, dos nossos sonhos, das nossas aspirações. Tem muita gente que anda no slow motion da própria vida. Eu não consigo.

Também tive meu turning point no ano passado. Mudei de carreira drasticamente. Graças a Deus tive minha mãe, minhas tias e meu marido para me apoiarem. Financeiramente, inclusive, porque foi meio que uma loucura. Eu não planejei nada. Eu só fui! E depois de ter ido eu estava tão aberta, tão liberta de tudo o que eu havia erroneamente idealizado pra mim, uma das coisas mais legais que eu ouvi foi “putz, admiro sua coragem. Você tem garra e foi corajosa. Parabéns.”

Para fazer uníssono com essa declaração e com a entrevista do Rogério, ele soltou essa: “E, pra mim, uma pessoa sem coragem é uma das coisas mais tristes do mundo. Sempre tem uma desculpa para não fazer. Mas se está na sua alma, você vai fazer.

Eu também não consigo compreender pessoas sem coragem, sem o ímpeto mínimo de se arriscar, de se jogar, de se doar, de se comprometer consigo mesma a embarcar numa missão de auto-realização. Porque é muito mais fácil culpar o chefe, as condições de trabalho, a empresa de cultura engessada.

Cara, não é sua praia?! Vaza! Juro que as contas esperam, podem ser renegociadas, entrar na fila de credores a serem pagos aos poucos. Pode não ser 100% responsável num primeiro momento, mas é um divisor de águas.

Hoje você vai dormir. Amanhã não sabe se vai acordar. E aí? Vai pro céu se lamentar com São Pedro?!

Então, Gabi, acho que o movimento das pessoas procurarem algo que realmente as faça felizes e realizadas tem sido posto mais em destaque porque o tempo de ser feliz é o tempo de agora. Não nos sobra muito lá na frente. Antigamente, nos anos 50, 60, dos nossos avós e pais, era beleza ficar 30 anos infeliz numa empresa. Hoje pra nós, com todas as ferramentas disponíveis, é possível trazer a felicidade de mãos dadas com a realização para perto, incorporando, sendo o agente executor disso tudo.

Há quem faça com menos planejamento, há quem meça os passos e vai mais conservadoramente. Não importa. O que importa é ser feliz e espalhar essa felicidade no meio em que você está inserido.

Afinal, como dizem os Facebooks, gente feliz não enche o saco!

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Uma resposta em “A urgência de ser feliz

  1. Camila… É bem isso!

    Foi uma surpresa gostosa ler esse seu post resposta, cheio de emoção, e compartilhar cada sentimento. Você tem o dom das palavras! Certamente está no caminho da felicidade e realização nesta nova profissão. :)
    O mais surpreendente foi ver você falar sobre a busca por ser “feliz agora”. É essa a expressão que escutei há 2 dias e que não sai da minha cabeça. Já constatei que é a expressão da sorte! E vc é a segunda portadora da boa nova.
    Um dia te explicarei melhor! ;)

    Vou dormir, FELIZ!

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