2013… Ano de sonhos… e realizações…

Já estava com esse post na cabeça desde as 07:30 da manhã. Mas depois que vi esse vídeo, tive a certeza de que deveria mesmo escrever sobre isso.

Depois que o Ian nasceu, minha vida ficou tão bagunçada que eu confesso que fiquei perdida nela durante os últimos quatro anos. Profissionalmente, principalmente. A urgência de ter dinheiro para sustentar uma criança e realizar todas as minhas expectativas como mãe de prover o melhor, me fazia seguir o caminho que me parecia mais óbvio, devido à minha formação em administração e a todas as minhas experiências anteriores: área comercial.
Cegamente fui pulando de galho em galho, de empresa em empresa, cavando cada dia mais frustração, um currículo pouco sólido e uma autoimagem destruída.

Sempre soube me vender muito bem. Articulo as palavras, sou desenvolta, mas por um motivo ou outro, meus empregos sempre acabavam em demissão.

A gota d’água foi uma péssima experiência em uma multinacional no final do ano passado. Fiquei 3 semanas e meia em São Paulo, fazendo treinamentos, passando por hotéis assaz duvidosos e chorando fins de semana inteiros pensando na hora de voltar pra casa. Foram noites intermináveis…

Mas eu fiz planos com o bom salário que ganharia, sonhei com as viagens de premiação, vi, pela primeira vez, o nome do meu namorado (com quem moramos, eu e meu filho, há pouco mais de um ano) junto com o meu como se fôssemos casados. Mil expectativas foram criadas em torno daquele emprego, daquele bom salário, daquelas boas perspectivas.

Até que numa sexta-feira, antes de visitar o primeiro cliente e pegar o vôo de volta para casa, fui chamada no RH para receber a notícia de que não era o meu perfil que estavam procurando. Eu não me adequava e estavam me dispensando antes que a empresa tivesse maiores prejuízos.

Chorei, chorei, chorei, chorei… Na cara do meu então chefe, na porta da empresa, no caminho para o aeroporto, durante o vôo, até chegar em BH. E como lidar com outra demissão? Como contar para o namorado que aquela grana não iria mais entrar? Contar pra minha mãe, que se desespera com o meu desespero. Pro meu pai… O que justificar? Nem eu sabia DE VERDADE porque tinha sido mandada embora.

Juntei todas as conversas com o namorado, comigo mesma, tudo o que me tirava o foco dos trabalhos anteriores e resolvi: queria viver de escrever.

Juntei o amor pelas letras à crescente necessidade de bons conteúdos para redes sociais e meu prévio e leigo conhecimento e encantamento por plataformas sociais, quebrei meu cofrinho, mandei fazer uns cartões de visita legais e fui oferecer minha habilidade no mercado, torcendo para encontrar um lugar para chamar de meu.

Nunca tive uma veia empreendedora muito saltada e também nunca tive muita vontade de bater na porta do BNDES para pedir um financiamento para abrir o que quer que fosse. Talvez esteja no meu DNA fazer parte de uma corporação.

Para pagar o mínimo das contas de casa, comecei a fazer divulgação de eventos com a minha irmã numa pequena empresa e isso me mostrou um outro mundo. Foi bom passar um tempo dirigindo pelas ruas de BH, conhecendo centros culturais que eu jamais imaginei que existiam, bairros que eu ignorava que tem muita coisa legal. Além disso pude conhecer os bastidores de um trabalho que todo mundo olha muito torto: panfleteiro.

Panfletei de dia, de tarde e de noite, entregando flyers de eventos de mão em mão. Sim, encontrei muita gente conhecida pelos bairros afora. Sim, eles me olharam muito torto como se fosse algum subemprego. Não é.

Panfleteiro que se engaja no que faz, veste a camisa (como qualquer outro bom profissional, executivo e presidente de empresa), toma o evento que está divulgando como seu e quer que todo mundo saiba dele, compareça, conte para os amigos, seja um sucesso. E assim fomos nós duas e seremos enquanto precisarem de nós, enquanto nos for bom. Porque trabalho é trabalho, e é digno.

Perceber os olhares tortos das pessoas que eu conheço, com as quais já sentei pra jantar, para mim, foi um divisor de águas em muitas “amizades”. Vi como podem ser superficiais e mesquinhas, e como a humildade te realiza muito mais, te faz ter uma sensação maior de dever cumprido.

Tempos depois, com meu cartão na mão e entre pegar cartazes e flyers, me apresentei pela primeira vez para a dona da empresa como redatora e me dispus a  guiá-la e a construir plataformas de interação social para a empresa dela. E alimentá-las, que era o meu grande objetivo: trabalhar escrevendo.

Sorte minha, ela topou! E assim ganhei minha primeira cliente, que virou amiga, que virou parceira.

Enquanto isso, por contatos, minha mãe, minha tia, as amigas, fui garimpando outros clientes: um salão de beleza, uma loja multimarcas… E assim fui me tornando redatora de mídias sociais e realizando meu grande sonho: ler e escrever profissionalmente.

Até o belo dia em que, por meio de amigos queridos e ex-colegas de trabalho, a oportunidade de um grande projeto bateu à minha porta! Não contei para ninguém, além do meu namorado e fui fazer a primeira entrevista. Passou um mês e nada de contato.

Conversando com uma grande amiga/mentora, ela me incentivou a ligar para saber do processo. Liguei. Sei lá. Para ser lembrada, né? As horas certas aparecem. Me retornaram dois dias depois, chamando para outra conversa.

Fiz o teste numa sexta e rezei o fim de semana inteiro. Na segunda, não desgrudei do telefone. Eu queria muito! E o bendito tocou com a novidade que eu queria: estava dentro!

Desde segunda estou mergulhada de cabeça e coração nesse projeto que, em breve, virá à tona. Ponto pra 2013.

Como mãe, meu objetivo maior sempre foi dar a melhor educação que eu pudesse para o meu filho. Sem medir esforços. Porque eu tive toda a melhor educação que me pôde ser dada do maternal à faculdade.

Tentei com tudo o que pude colocá-lo numa escola internacional, que sempre foi meu sonho, mas a grana foi curta.

Precisando trabalhar e sem grana, mais ainda com a cabeça na educação, coloquei num colégio antigo e tradicional de BH, cuja mensalidade não me arrancava os olhos da cara, de educação de qualidade e com a possibilidade de ensino integral – para quando eu começasse a ter muita demanda de trabalho.

Hoje acordei cedo. Muito cedo. Às 06:00 já estava despertando (contra as 08:00 ou 09:00 habituais dos últimos seis meses). BH está fria e chuvosa. Deixei tudo pronto desde ontem no sofá da entrada de casa.

Minha mochila com meus básicos: carteira, revistas, caderno, celular, carregadores, óculos, caneta. Mochila dele: material de escola, muda de roupa extra, brinquedo, itens de higiene pessoal.

Programei o primeiro dia: acordar, fazer a mamadeira matinal dele com um mingau bem reforçado, acordá-lo com a luz da manhã, devagarinho. Enquanto ele mama, vou me arrumando. Antes de colocar minha roupa, já separada na noite anterior, coloco a roupa nele e o deixo vendo um pouco de TV para despertar com calma.

Tudo pronto, é só esperar a tia que leva para a escola. Hoje fui junto para ele se acostumar e se sentir seguro nos primeiros dias de escola integral, onde ele vai estudar, além das disciplinas curriculares próprias da idade, judô, natação, música… Toda a melhor educação que eu puder dar.

Chegamos na escola às 07:30. Meu filho estava bem, desperto, feliz.

Ficou tranquilo, integrado, brincando, crescendo.

Fui trabalhar. No meu projeto, no que me faz feliz.

Saindo do colégio, com a chuva caindo fininha sobre mim, dei de cara com a realidade e a ficha caiu! Uma voz dentro de mim falou bem alto: percebeu que seus sonhos estão se realizando? Olhei pro céu cinza que eu tanto adoro, agradeci a Deus e continuei andando pra cuidar de construir estradas para outros tantos sonhos que tenho que realizar. Ainda tenho muitos pontos para dar para 2013. E a julgar pelo seu começo, ele vai passar com o boletim todo azul.

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2 respostas em “2013… Ano de sonhos… e realizações…

  1. Adoro seus textos Camila, percebo o quanto aquela menina que conheci mudou… É engraçado, mas, lendo seus escritos sinto como se mantivéssemos um contato próximo. Te desejo muito sucesso, mas mais que status ou dinheiro, muita alegria e realização no que faz, seja o que for.

  2. Garotinha!!! Que saudades! Pois é. O tempo passa, a gente muda, mas a essência fica, né? E a minha sempre foi comunicar, me fazer entender. Então… nada seria mais natural. Mas queria que soubesse que o tempo que passamos na FIAT foi extremamente importante para mim. Essa droga aí ainda corre no meu sangue e algo me diz que em breve nossos caminhos vão se cruzar de novo! Beijo e te desejo sempre o melhor também. Com muito carinho…

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