Começando bem a segunda-feira

Eu pensei em milhões de coisas para escrever esse post (que vai estar cruzado com o O Que Vem Depois), e ontem encontrei este vídeo incrível da Box1824 que ilustra exatamente o meu momento.

“ARE YOU DOING WHAT YOU LOVE RIGHT NOW?”

Depois de 11 anos de carreira (é, comecei juninha, estagiária de reservar de um hotel em BH), uma formação em Administração e váááárias empresas, descobri que, apesar de gostar muito do que eu faço, eu não amo. Pra falar a verdade, nem sei se amei um dia.

Triste chegar a este ponto nessa altura da vida (28 anos)? Pode ser que sim… Se sua perspectiva for pessimista. Mas acho melhor descobrir isso agora do que passar os próximo 60 anos insatisfeita e com um buraco na vida.

Há alguns meses resolvi encarar uma terapia séria para me descobrir. Alguma coisa na minha vida não ia bem, eu não estava feliz, não estava rendendo no trabalho, estava ansiosa em casa, enfim… Eternamente insatisfeita, como se a vida fosse uma guerra eterna. Contra o que é que eu não sabia.

Sempre gostei de escrever. Sempre. É bem verdade que tive na minha avó paterna uma grande incentivadora, um grande exemplo. Ela viveu sua vida toda apoiada nos livros que escreveu e tem neles seu grande trunfo. Logo, sempre me incentivou a ler, imaginar, transferir meus sentimentos para as letras – o que sempre fiz. Me lembro de escrever minhas primeiras historinhas num caderno de caligrafia de linhas verdes, com caneta colorida (daquelas de milhões de cores) com cheiro. (Mas nem assim minha letra ficou menos miserável! Rsss…)

E lá pelos meus 7 anos, peguei na biblioteca da escola que estudava um livro da Lígia Bojunga Nunes chamado A Bolsa Amarela. Vi esse livro outro dia nas minhas andanças pelo webworld e tudo veio como uma onda de lembranças na minha cabeça.

O primeiro livro que eu li na vida

Assim como o primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro livro a gente nunca esquece. Pelo menos não quem é apaixonado por leitura. E eu me identifiquei completamente com a heroína do livro! Sempre me achei incompreendida em muitos aspectos!

A Bolsa Amarela já se tornou um ‘clássico’ da literatura infantojuvenil. É o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela)- a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação- po si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio ‘criança não tem vontade’- essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias.

A partir da leitura desse livro, tudo o que eu queria era ter uma mochila amarela, crescer e ser escritora. E alimentei esse sonho até os meus, 13, 14 anos… Depois, com a adolescência, vieram outros valores, outras “crises” e outros sonhos, e acabei abandonando a literatura.

Aos 18 anos, quando entrei na faculdade, conheci uma turma que fazia blogs. Cada um com um tema específico. Uns sobre carros, outros sobre partidos políticos e eu entrei na onda e comecei a escrever, além de moda, sobre mim. Mas nunca me liguei que isso poderia se tornar uma carreira.

Tomei muitos puxões de orelha pela vida afora por me expor tanto nos meus blogs. E com isso abria e fechava novos endereços na tentativa de escrever impessoalmente. Este blog, o …boCÁdo…, é o primeiro que tenho conseguido escrever com mais profissionalismo. Onde tenho tido a oportunidade de exercitar a redação publicitária, jornalística, crítica.

Então vi que tenho um dom, um talento, que não é inerente a todo mundo. A pessoa que quer escrever pode aprender técnicas, mas se não tem o sentimento, o comprometimento e a responsabilidade sobre a escrita, será só mais um.

E esse meu talento é o que me faz feliz. Escrever me dá um prazer enorme! Estabelecer uma pauta, pesquisar sobre ela, ler, reunir informações que me permitam criar uma argumentação sobre o tema definido é demais! É o que me dá prazer, é o que eu amo.

A vida corporativa me deu muito! Eu cresci demais, acumulei muita experiência, muita visão de mundo, das pessoas, foi divino. Mas acho que chegou o meu momento de partir pra outra. E eu parto feliz!

Não vou dizer que nunca mais piso numa empresa porque não é verdade. Inclusive HOJE, NESTE MOMENTO pertenço a uma organização da qual gosto muito. Mas sinto que a hora de alçar meu vôo para aproveitar o prazer do MEU CAMINHO está chegando. E o adeus à área comercial será dado com ares de um pouco de saudade, mas nunca de arrependimento.

A Box 1824 é uma agência, segundo a descrição do site,  de pesquisas orgânica aplicada as novas dinâmicas e lógicas de consumo através das mais contemporâneas metodologiassde campo e análise. A partir de consumer insights identificados em diagnósticos comportamentais profundos, eles desenham planejamentos estratégicos e soluções customizadas com o objetivo de trazer respostas precisas e inovadoras.

O vídeo All Work And All Play é o resultado de diversos estudos realizados pela Box1824 e é um projeto sem fins lucrativos ou comerciais.

Endossa tudo o que eu pensei e senti quando resolvi tomar outro rumo da minha vida.

Aproveitem que hoje é segunda-feira e operem verdadeiras revoluções na vida de vocês!!!

 

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Uma resposta em “Começando bem a segunda-feira

  1. Camila, AMEI seu ‘desabafo’ de hoje! Aconselho todos a verem este vídeo que mexe muito com os nossos sentimentos! Parabéns!!! Admiro sua coragem! Bjo no coração.

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