Mundo mãe: Maconha

Mães, não tirem as crianças da sala. O papo hoje é sobre drogas.

Influenciada pela mãe de uma amiga e em função de um projeto que vamos desenvolver juntas (segredinho!), peguei emprestado com a minha “prima” o livro “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída…”.

Não sei descrever bem quais tem sido as minhas sensações durante o livro – que estou devorando – mas adianto que sinto repulsa, nojo, pena, compaixão, vontade de acolher, vontade de matar…

Talvez pela minha idade – nem tão velha – eu ainda me lembre das crises adolescentes, situações pelas quais passei, angústias e problemas. Talvez pela minha condição – mãe e nem tão nova – eu tenha lido o livro encarando como um alerta, uma realidade e uma possibilidade à qual nossos filhos estão expostos a partir do momento em que estão no mundo.

Mas o que todos sabemos é que a porta de entrada para as drogas mais pesadas é, geralmente, a maconha.

É o uso dela e suas variações (skank, haxixe…) que saturam o cérebro (que precisa de cada vez mais para entrar em estado de viagem) e aguçam a curiosidade da moçada sobre outros efeitos psíquicos advindos do consumo de drogas mais pesadas.

É esta droga que tanta gente quer liberar nesse país desestruturado e mal educado que é o Brasil (e eu poderia me estender por muitos e muitos parágrafos aqui sobre paralelos que estabeleci com o livro, mas vou deixar isso para um post mais específico).

Mecanismo de ação da maconha no organismo:

O THC é metabolizado no fígado gerando um metabólito (produto da metabolização da substância) mais potente que ele próprio. Além disso, o THC é muito lipossolúvel (solúvel em lipídios – gordura, e não em água) ficando armazenado no tecido adiposo. Essas características do THC levam a um prolongamento do efeito deste no organismo.

Quando fumada, a maconha atinge seu efeito entre zero e dez minutos e tem seu pico de ação após 30 minutos do consumo por se concentrar no cérebro. Após 45 a 60 minutos do consumo da substância seus efeitos são atenuados. Pela liberação do THC por meio do tecido adiposo ser lenta, ele aparece na urina de semanas há meses após o último uso.

Fonte: Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas

Muitos adolescentes não fumam cigarro normal e fumam maconha sob a alegação de que é natural, que não tem química e que não fará mal.

Pois esta reportagem da Globo.com nos mostra exatamente o contrário: um cigarro de maconha fumado por dia faz o mesmo mal que 20 cigarros normais.

Passada? Eu também fiquei…

RISCOS DA MACONHA SÃO SUBESTIMADOS, DIZEM ESPECIALISTAS

Chance de câncer para usuário diário seria a mesma de quem fuma um maço de cigarros por dia

Especialistas alertam que o público perigosamente subestima os riscos de saúde ligados a fumar maconha. A Fundação Britânica do Pulmão (BLF, na sigla em inglês) realizou um levantamento com mil adultos e constatou que um terço erroneamente acredita que a cannabis não prejudica a saúde. E 88% pensavam incorretamente que cigarros de tabaco seriam mais prejudiciais do que os de maconha — quando um cigarro de maconha traz os mesmos riscos de um maço de cigarros. A BLF afirma quer a falta de consciência é “alarmante”.

Amplamente utilizado

Os números mais recentes mostram que 30% das pessoas entre 16 e 59 anos de idade na Inglaterra e no País de Gales usaram cannabis em suas vidas. Um novo relatório do BLF diz que há ligações científicas entre fumar maconha e a ocorrência de tuberculose, bronquite aguda e câncer de pulmão. O uso de cannabis também tem sido associado ao aumento da possibilidade de o usuário desenvolver problemas de saúde mental, como a esquizofrenia. Parte da razão para isso, dizem os especialistas, é que as pessoas, ao fumar maconha, fazem inalações mais profundas e mantêm a fumaça por mais tempo do que quando fumam cigarros de tabaco. Isso significa que alguém fumando um cigarro de maconha traga quatro vezes mais alcatrão do que com um cigarro de tabaco, e cinco vezes mais monóxido de carbono, diz a BLF. A pesquisa descobriu que particularmente os jovens desconhecem os riscos.

‘Campanha pública’

Quase 40% dos entrevistados com até 35 anos de idade — a faixa etária mais propensa a ter fumado cannabis — acreditam que maconha não é prejudicial. No entanto, cada cigarro de cannabis aumenta suas chances de desenvolver câncer de pulmão para o equivalente aos riscos de quem fuma um pacote inteiro de 20 cigarros de tabaco, a BLF advertiu. A chefe-executiva da BLF, Helena Shovelton, disse: “É alarmante que, enquanto pesquisas continuam a revelar as múltiplas consequências para a saúde do uso de maconha, ainda há uma perigosa falta de sensibilização do público sobre o quão prejudicial esta droga pode ser”. “Este não é um problema de nicho — a cannabis é uma das drogas recreativas mais utilizadas no Reino Unido, já que quase um terço da população afirma ter provado”. “Precisamos, portanto, de uma campanha de saúde pública — à semelhança das que têm ajudado a aumentar a conscientização sobre os perigos de se comer alimentos gordurosos ou fumar tabaco — para finalmente acabar com o mito de que fumar maconha é de algum modo um passatempo seguro.’ O relatório do BLF recomenda a adoção de um programa de educação pública para aumentar a conscientização do impacto de fumar maconha e um maior investimento na pesquisa sobre as consequências para a saúde de seu uso.


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