A dor da saudade faz bem ao amor. Rubem Alves
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A gente sempre acha que sabe separar o joio do trigo e se assusta quando vê que não sabe.
A gente sempre acha que é forte demais e se assusta quando se encontra frágil diante de um sentimento por alguém.
A gente se assusta quando surge um ponto de dúvida na nossa eterna certeza de si próprio.
A gente se assusta com a própria surpresa diante de um mar de previsibilidade.
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O Google virou medida de unidade agora.
Se você tem uma boa idéia, multiplique-a por Google e terás uma magnânima idéia!
Se seu namorado te perguntar o quanto você o ama, fala que você o (ama)Google “Eu te amo elevado a Google, coração…”
Eu quero meu salário multiplicado por Google e você?
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Daqui a pouco eu vou ter que esconder no armário pra comer chocolate.
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O moço ali da frente se propôs dois desafios hoje de manhã: estourar meus tímpanos e quebrar o telefone.
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Amanhã São Paulo de novo. Acho que vou começar a procurar um AP ali pros lados do Itaim…
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Psiu? PSIU?! Que espécie de pessoa chama a outra que tem nome e conhece muito bem de PSIU?!
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Ãnhí… a Gabi falou de ir comer brigadeiro debaixo do cobertor. Também quero! Uma panela bem enorme!

Recebi esse e-mail 100% verdadeiro da minha tia. Dá uma olhada e me fala se não é tudo verdade…

COISAS QUE SÓ UMA MULHER CONSEGUE:

  1. Fingir naturalidade durante um exame ginecológico.
  2. Usar o poder de uma calça jeans para rediagramar a estrutura do corpo.
  3. Ter crise conjugal, crise existencial, crise de identidade crise de nervos!
  4. Ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada, mãe do marido.
  5. Lavar a calcinha no chuveiro. E depois pendurá-la na torneira, para horror do sexo masculino.
  6. Rasgar a meia na entrada da festa.
  7. Sentir-se pronta para conquistar o mundo, quando está usando um batom novo!
  8. Chorar no banheiro, e ficar se olhando no espelho para ver qual melhor ângulo.
  9. Achar que o seu relacionamento acabou, e depois descobrir que era tudo tensão pré-menstrual. 
  10. Nunca saber se é para dividir a conta, ou se é para ficar meiguinha. (HOMENS QUE LÊEM ESSE BLOG, ME RESPONDAM!)
  11. Dizer não, para ele insistir bastante, e aí ter que dizer sim!

Dizia Saint Exupéry: “Quando o mistério é grande demais, a gente não ousa desobedecer.”
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Tá, depois de escrever mil linhas sobre a paixão e como mantê-la, adivinhem o que eu estou escutando pra ir me acostumando à choradeira da fossa lembrar meus tempos de criança pequena em SÉTLAGOUAS (a fazenda ficava em Jequitibá, ali do lado)? “Você me pede na carta que eu despareeeeeeeeeeçaaaaaaaaaaaaaaa! Ainda onnnnnntem, choreeeei deeeee saudaaaade! Relendo a cartaaaaaa, sentindooooo perfumeeeeee… mas que fazeeeeer com essa doooor que me invaaadeee? Mato esse amooooor ou me maaaaata o ciúúúúme…”
Puta que pariu… EMO!
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Mas eu gosto de sertanejo de raiz e ouvir as músicas que eu ouvia há um quarto de século uns anos me fazem bem, trazem lembranças boas à minha cabeça, aquecem meu coração e me dão sorrisos gratuitos - ainda mais porque domingão é niver do grandpa e vai estar o batalhão de 50 Coutinhos todos reunidos em volta dele, lembrando quando eu e as meninas pegávamos piolho umas nas outras e as nossas mães jogavam inseticida nas nossas cabeças pra matar só coisas boas, enchendo ele de beijos e berrando “De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar?”. ADOOOOURO festa de família!
Bem fato é que saio eu cantando minhas musiquinhas corredor afora e falo pr’O Cara: “nossa, achei um CD de sertanejo de raiz show de bola.” No que ele, prontamente, me responde: “eu sei porque você está anêmica: desidratação. Fica escutando essas músicas e só chora! Se morasse num balde já tinha inundado uns cinco.”
Santa Sensibilidade, Batman! E olha que hoje eu nem chorei ainda.
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Depois de ler meu próprio post umas 45 vezes, me choquei com a minha capacidade de filosofar: “O ar da paixão é a liberdade.” Poutaqueopariu! Juro que a frase é minha, mas de onde eu tirei tanto lirismo, Dio Santo?

Concordamos eu e Analice: chega uma hora da vida da gente em que certas coisas não são mais novidades.
Quando a gente se apaixona pela primeira vez e perde, a dor é imensa, a gente acha que nunca mais vai superar e que só existe aquela pessoa no mundo. É tudo muito físico, muito visceral, parece que tem alguém te tirando a vida, o ar, o propósito.
Quando a gente ama pela primeira vez (porque paixão e amor são duas coisas completamente diferentes) e se decepciona ou se separa, mesma coisa. A gente acha que vai ficar sozinho o resto da vida e se torna miserável. Só consegue lembrar das coisas boas da história e acha que as ruins nem foram tão ruins assim. Repensa mil vezes, pondera, sofre, relê as cartas, bilhetes, escuta as músicas, arranha o fundo do poço com a unha e… E O QUE? E depois tem outro dia, o sol nasce de novo, tem os amigos, o sol se põe de novo e a vida continua. Um dia depois do outro. A dor vai indo embora e, quando você menos percebe, já nem se sente mais tanta falta assim.
Daí vem outro amor, outra paixão, outra história e outro final. E a gente percebe que tudo são variações sobre o mesmo tema. Os personagens mudam, os cenários mudam, a trama do fim muda, mas o sofrimento é o mesmo e a gente se conforma com ele, vive - porque somos humanos - mas sabe que há outro dia, há outra estrada e, se Deus quiser, ainda haverá muitos espinhos pelo caminho.
Parece conformismo demais? Descrença demais? Falta de fé no amor? Não…
Quando se trata de paixão, eu sou a pessoa mais inapropriada pra falar, porque me dôo em todos os sentidos, me jogo, sou desvairada. Quero tudo, muito e, se possível, agora. Acredito piamente que a paixão move a gente a realizar maravilhas em prol de si próprio. Quem nessa vida não fica mais bonito quanto está apaixonado? Todo mundo!
Quem não trabalha melhor, não se relaciona melhor, não dorme melhor e sonha melhor quando está apaixonado?
A paixão foge de regras, foge de acordos. Ela nasce de repente, de onde você menos espera. E queima, inflama, funde duas pessoas.
Há quem consiga manter a paixão acesa por muito tempo. Conheço casais lindos que simplesmente não se largam, não se cansam de serem namorados. Eles administram toda onda de sentimentos bons para que eles nunca desapareçam com a rotina. E quando eu digo administrar, não me refiro a coisas, presentes, cartões, flores, “eu te amos”, etc.
Comparo a paixão a uma experiência de ciências que a gente faz na primeira série: a professora vai lá e acende uma vela. Se você deixa a vela acessa, a chama se alimenta de todo o oxigênio que há no mundo. Enquanto houver pavio e cera, a vela vai queimando, a chama continua acesa e iluminando tudo o que está ao seu redor.

Se você tampa a vela, se a coloca numa redoma de vidro, ela vai consumindo o oxigênio que há dentro do recipiente até ele se esgotar. E sem oxigênio, não há combustão. Não há vela, fogo, paixão no mundo que sobreviva sem ar. Aí a chama se apaga e ainda que exista cera e pavio, não há mais paixão.
Há também o outro extremo: a vela é acesa e deixada ao léu. Ela queima porque há oxigênio. Mas se bate um vento forte e não há ninguém para proteger a chama, ela se apaga e fica só a fumaça no vento para mostrar que ali, um dia, alguma coisa queimou. Mas essa fumaça também se esvai e não sobra nada que ateste coisa alguma sobre a chama que houve certa vez naquela vela.
O ar da paixão é a liberdade.
Meus versos preferidos cujo autor eu ainda não descobri dizem o seguinte (Gabi já deve ter se cansado de ler esse poema aqui e nos outros 200 blogs que eu já tive):

Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas.
E você não está neste mundo para atender às minhas expectativas.
Eu faço a minha coisa.
Você faz a sua.
E quando nos encontramos.
É muito bom.

Não significa vidas paralelas, mas se no sábado ela corre e ele toca bateria, se ela vai ao cinema ver um filme de chorar e ele vai sair com os amigos pra tomar cerveja, que que tem? À noite todo mundo se vê em casa, ela conta do filme, ele conta da música nova e eles continuam tendo o que conversar. Entende? Conversa, vida alheia, curiosidade, novidade. A gente se apaixona pelo novo e se a pessoa se renova, é mais interessante a cada dia, surge uma nova paixão todo dia.
Esse é o ar da paixão. A liberdade e um pouco de distância ajudam a manter vivos a vontade de reencontrar e o mistério, o segredinho de cada um que a gente brinca de revelar enquanto vai se conhecendo.
A proteção da chama é o carinho, a atenção às coisas do outro, o querer participar, estar junto, se preocupar com o que não é tão importante pra você, mas é para o outro. Se alegrar com as novidades da vida que segue do lado da sua. Ser amigo, ser cúmplice, confidente, companheiro. É guardar com cuidado o que você não quer que acabe. Sabe?
Paixão não é receita de bolo, mas tem uns ingredientes-chave. Basta querer saber usar.
Mas… se depois de tudo, ainda sim a chama se apagar… bem… todo mundo já passou por isso. Duvido que haja um ser humano na Terra com idade superior a 13 anos que não juntou os próprios cacos pelo menos uma vez na vida. E assim a gente vai… vivendo um dia depois do outro até encontrar uma vela a fim de ser acesa de novo… até encontrar uma vela que a gente consiga manter acesa pra sempre.

Ah, pra comemorar a primavera, né?

Ontem foi o primeiro dia da primavera. Até o Google comemorou!

E pra começar a estação das flores com o pé direito, uma história de amor: ABERLARDO E HELOÍSA. (Vai só o resumo, tá? Mas vale a leitura do romance inteiro depois, com tempo.)

Abelardo e Heloísa - Uma História de Amor
O romance entre Heloísa e o filósofo Pedro Abelardo iniciou-se em Paris, no período entre o final da Idade Média e o início da Renascença.
Abelardo havia sido recentemente pela Escola Catedral de Notre Dame, tornando-se, em pouco tempo, muito conhecido por admirar os filósofos não-cristãos, numa época de forte poder da Igreja Católica.
Heloísa, que já ouvira falar sobre Abelardo e se interessava por suas teorias polêmicas, tentou aproximar-se dele através de seus professores, mas suas tentativas foram em vão.
Numa tarde Heloísa saiu para passear com sua criada Sibyle, e aproximou-se de um grupo de estudantes reunidos em torno de alguém. Seu chapéu foi levado pelo vento, indo parar justamente nos pés do jovem que era o centro da atenções, o mestre Abelardo. Ao escutar seu nome, o coração de Heloísa disparou. Ele apanhou o chapéu, e quando Heloísa aproximou-se para pegá-lo, ele logo a reconheceu como Heloísa de Notre Dame, convidando-a para juntar-se ao grupo. Risos jocosos foram ouvidos, mas cessaram imediatamente quando o olhar dos dois posaram um sobre o outro. Heloísa recolocou seu chapéu, fez uma reverência a Abelardo e se retirou.
Desde esse encontro, porém, Heloísa não consegui mais esquecer Abelardo. Fingiu estar doente, dispensou seus antigos professores e passou a interessar-se pelas obras de Platão e Ovídio, pelo Cântico dos Cânticos, pela alquimia e pelo estudo dos filtros, essências e ervas. Ela sabia que Abelardo seria atraído por suas atividades e viria até elas. Quando ficou sabendo dos estudos de Heloísa, conforme previsto por ela Abelardo imediatamente a procurou.
Abelardo tornou-se amigo de Fulbert de Notre Dame, tio e tutor de Heloísa que logo o aceitou como o mais novo professor de sua sobrinha, hospedando-o em sua casa, em troca das aulas noturnas que ele lhe daria. Em pouco tempo essas aulas passaram a ser ansiosamente aguardadas e, sem demora, contando com a confiança de Fulbert, passaram a ficar a sós. Fulbert ia dormir, e a criada retirava-se discretamente para o quarto ao lado.
Em alguns meses, conheciam-se muito bem, e só tinham paz quando estavam juntos. Um dia Abelardo tirou o cinto que prendi a túnica de Heloísa e os dois se amaram apaixonadamente. A partir desse momento Abelardo passou a se desinteressar-se de tudo, só pensando em Heloísa, descuidando-se de suas obrigações como professor.
Os problemas começaram a surgir. Primeiro, esse amor começou a esbarrar nos conceitos da época, quando os intelectuais, como Heloísa e Abelardo, racionalizavam o amor, acreditando que os impulsos sensuais deveriam ser reprimidos pelo intelecto. Não havia lugar para o desejo, que era um componente muito forte no relacionamento dos dois, originando um intenso conflitos para ambos. Ao mesmo tempo Sibyle, a criada, adoecera, e uma outra serva que a substituíra encontrou uma carta de Abelardo dirigida a Heloísa, e a entregou a Fulbert, que imediatamente o expulsou. No entanto isso não foi suficiente para separá-lo.
Heloísa preparou poções para seu tio dormir e, com a ajuda da criada Sibyle, Abelardo foi conduzido ao porão, local que passou a ser o ponto de encontro dos dois.
Uma noite, porém, alertado por outra criada, Fulbert acabou por descobri-los. Heloísa foi espancada, e a casa passou a ser cuidadosamente vigiada. Mesmo assim o amor de Abelardo e Heloísa não diminuiu, e eles passaram a se encontrar onde pudessem, em sacristias, confessionários e catedrais, os únicos lugares que Heloísa podia freqüentar sem acompanhantes a seu lado.
Heloísa acabou engravidando, e para evitar aquele escândalo, Abelardo levou-a à aldeia de Pallet, situada no interior da França. Ali, Abelardo deixou Heloísa aos cuidados de sua irmã e voltou a Paris, mas não agüentou a solidão que sentia, longe de sua amada, e resolveu falar com Fulbert, para pedir seu perdão e a mão de Heloísa em casamento.
Surpreendentemente, Fulbert o perdoou e concordou com o casamento.
Ao receber as boas novas, Heloísa, deixando a criança com a irmã de Abelardo, voltou a Paris, sentindo, no entanto, um prenúncio de tragédia. Casaram-se no meio da noite, às pressas, numa pequena ala da Catedral de Notre Dame, sem nem trocar alianças ou um beijo diante do sacerdote.
O sigilo do casamento não durou muito, e logo começaram a zombar de Heloísa e da educação que Fulbert dera a ela. Ofendido, Fulbert resolveu dar um fim àquilo tudo. Contratou dois carrascos e pagou-os para invadirem o quarto de Abelardo durante a noite e arrancar-lhe o membro viril.
Após essa tragédia, Alberto e Heloísa jamais voltaram a se falar.
Ela ingressou no convento de Santa Maria de Argenteul, em profundo estado de depressão, só retornando à vida aos poucos, conforme as notícias de melhora de seu amado iam surgindo. Para tentar amenizar a dor que sentiam pela falta um do outro, ambos passaram a dedicar-se exclusivamente ao trabalho.
Abelardo construiu uma escola-mosteiro ao lado da escola-convento de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam nunca. Apenas trocavam cartas apaixonadas.
Abelardo morreu em 142, com 63 anos, Heloísa ergueu um grande sepulcro em sua homenagem, e faleceu algum tempo depois, sendo, por iniciativa de suas alunas, sepultada ao lado de Abelardo.
Conta-se que, ao abrirem a sepultura de Abelardo, para ali depositarem Heloísa, encontraram seu corpo ainda intacto e de braços abertos, como se estivesse aguardando a chegada de Heloísa.

E aí, de repente, lá eu estou eu de novo: sozinha, com o peito vazio, angustiada, perdida.
Um sonho pela metade, uma paixão despedaçada e o medo do escuro que ta na minha frente.
Um ano depois e por razões diferentes, mas com muito, muito mais intensidade, os velhos olhos vermelhos voltaram…

Olhos Vermelhos

Capital Inicial

Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr, se nunca me vejo de frente

Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez

Os velhos olhos vermelhos enganam
Sem querer
Parecem claros, frios, distantes
Não têm nada a perder
Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar, se amanhã tudo muda de novo?

Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez

Uma vez, na minha entre-safra, eu chorei um convite lá na TIM fui num show do Nando Reis com a Pat lá na Serraria Souza Pinto.
Eu tinha acabado de terminar um namoro que me deixou miserável, tava conhecendo um bichinho novo e tal e tava naquela “estou sofrendo como um cão/estou apaixonada de novo”, e a Pat tinha acabado de embarcar numa aventura “te amei quando te vi” com um rapazinho que nos acompanhou. (Eu de vela, olha QUE LEGAL!)
Chegamos no show bem cedo, logo que os portões abriram e nos pusemos a realizar a atividade mais óbvia de um domingão à tarde de sol e calor: tomar cerveja, fumar oitomilcigarros e falar mal dos outros. Isso enquanto o show não começava.
Três horas, mendicâncias por mais cigarros, setecentas cervejas e três bêbados depois, começou o show.
Já dizia Jesus Cristo: “O homem bom tira coisas boas do seu tesouro. O homem mau tira coisas más do seu tesouro.” Ou seja, como a Pat estava apaixonada, ela viu o show completamente embasbacada. Eu, como estava bêbada mini-apaixonada também, mandei mil SMSs melosos pro sujeitinho que eu tava paquerando com trechos das músicas apaixonadas. Mas como eu também estava miseravelmente na sarjeta, nas músicas tristes, eu me punha a chorar copiosamente, atraindo olhares piedosos e abraços da Pat com palavras do tipo: “vai passar, amiga. Eu te entendo. Chora mesmo. Libera seus demônios.”
Enfim… depois disso, comprei o DVD pra chorar ouvir e gritar cantar em casa. E hoje, um ano depois, com o coração na mão, lá fui eu ouvi-lo de manhã enquanto arrumava pra trabalhar.
Tem uma música lá que se encaixa em TANTAS situações da minha, da sua, da nossa vida, que, na boa, eu já devo te-la escutado umas mil vezes só hoje pra ver se encontro algumas repostas.

Quem Vai Dizer Tchau?

Nando Reis

Quando aconteceu?
Não sei!
E quando foi que eu
Deixei de te amar?
Quando a luz do poste
Não acendeu
Quando a sorte
Não mais soube ganhar
Não!
Foi ontem que eu disse:
Não!
Mas quem vai dizer:
Tchau!

Onde aconteceu?
Não sei!
Onde foi que eu
Deixei de te amar?
Dentro do quarto
Só estava eu
Dormindo antes
De você chegar
Mas não!
Foi ontem que eu disse:
Não!
Mais quem vai dizer
Tchau!

A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos
Sem virar carinho
Guardar lá dentro
Amor não impede
Que ele empedre
Mesmo crendo-se infinito
Tornar um amor real
É expulsá-lo de você
Prá que ele possa ser
De alguém…

Somos se pudermos ser
Ainda!
Fomos donos do que hoje
Não há mais
Houve o que houve
E o que escondem em vão
Os pensamentos
Que preferem calar
Se não!
Irá nos ferir
Não!
Mas que não quer dizer
Tchau!
Não quer dizer
Tchau!
Não, não, não, não!

A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos
Sem virar carinho
Guardar lá dentro
Amor não impede
Que ele empedre
Mesmo crendo-se infinito
Tornar um amor real
É expulsá-lo de você
Prá que ele possa ser
De alguém!
Possa ser de alguém!
Possa ser de alguém!
Ser de alguém!
Oh! Não!

E eu lá lendo o texto, quase engolindo a tela, achando que alguém tinha, finalmente, compreendido as mil razões pelas quais é bom também ficar sozinha um pouco, e a filha da puta, que começou dizendo que “Na sua ausência, me perco na liberdade que só a solidão pode oferecer. Dona de meus próprios domínios, sem você, deixo nascer a tirana que habita em mim” me termina dizendo que “Quando você não está, falta um pouco de mim, falta toda a graça, falta metade da vida: quando você não está, parte de mim também vai embora. (…) É quando você volta que sou mais feliz e posso, finalmente, soltar o cabelo.” Ah, vá se catar! Odeio essas historinhas modelo-metade-da-laranja, tampa-da-minha-panela que não me convencem mais de jeito nenhum!
*
Tem coisa melhor nessa vida do que acordar, no frio, com o dia cinza e se embalar numa roupa BEM quentinha? Não tem. Juro. E ainda por cima sentir o vento geladinho no rosto? Sem igual (A menos, claro, que você esteja em SP sem roupa de frio e tiver que ir trabalhar longe pacas, no meio da garoa. Aí é foda. Pedir pra morrer.)
*
Acordei ouvindo Nando Reis. Ais, ais e suspiros fundos… Qual música é mais linda?
*
Óleo na face, minha gente, óleo… Não agüento isso mais!!!
*
Ai, tomar colada do chefe é ruim demais!

5 dicas para um bom strip-tease, eu li no Terra outro dia.
Eu nunca fiz um porque sou muito jacu e pouco exibicionista, mas se um dia eu fizer (ou qualquer performance que o valha), eis 5 coisas às quais eu não me submeterei:

- Usar a cadeira. Dançar de salto 10 já é complicado o bastante. Imagina se você cai da cadeira ou se tropeça nela, sei lá! Sem cadeira.

- Me vestir de coisas. Tipo enfermeira, professora, coelhinha, empregada… Um amigo meu veio me contar que, numa ocasião perto da Páscoa, a então ficante dele resolveu fazer uma surpresa. Levou o moço pro motel e vendou-lhe os olhos. Ao abri-los, lá estava a fofa em cima da mesa, de quatro, vestida de coelhinha, sacudindo as pernas em ritmo de festa ao som da música e fazendo caras e bocas. Saldo: um cara em crise de riso e broxa, e uma mulher enfurecida. Eu? Passar por isso? Não, não… obrigada!

- Lingeries complicadas demais para serem tiradas. Aí um dia estava eu e mais 4 amigas estudando novas técnicas de sedução (não há paixão que dure pra sempre no basiquinho, minha gente…). Fomos parar  completamente ligeiramente bêbadas num sex shop (ahahahahahahaha….). Entre vibradores e bonecas infláveis, saio eu à busca de algo sensual, mas ainda sim chic (minha mãe não me achou no lixo) para causar algum impacto no meu então relacionamento de um ano e bolinha, e me deparo com um conjunto completo de meia/cinta-liga/calcinha/sutiã/espartilho e scarpin de verniz. Tudo preto… Ahaaaaammmm… Satisfeitas com as nossas compras, fomos nós pra casa rir das bugigangas compradas e experimentar as roupas/lingeries/fantasias bregas que havíamos comprado. Eu simplesmente não consegui entender o mecanismo que prende a meia na cinta e não consegui fechar com sucesso os 15 mil colchetes do espartilho. Se eu não consegui colocar, óbvio que não consegui tirar e tive que contar o apoio das cumpanhêras pra cortar o artigo sexy. Ou seja, desastre total. Ode à simplicidade.

- Géis com sabores. Não vou me estender sobre o assunto. É bizarro demais por si só. Banho é só o que interessa.

- Chantilly. Experiência própria: na hora é até legal, mas depois o cheiro de vômito ninguém merece! E não tem banho que dê jeito. Prefira o bom e velho chocolate, champagne e morango. Ainda por cima, hidrata a pele.

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Outubro 2008
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